terça-feira, 16 de agosto de 2011

CACHAÇA CINEMA CLUBE | CINEMA ODEON


ANIVERSÁRIO DE 9 ANOS DO CACHAÇA CINEMA CLUBE

19 DE AGOSTO DE 2011

NOVOS E NOVÍSSIMOS: UM ENCONTRO DE GERAÇÕES
EM HOMENAGEM A GUSTAVO DAHL


Cinema Odeon, Rio de Janeiro, agosto de 2002. Uma sessão de filmes, seguida de degustação de cachaça, encontros, discussões informais e festa. Casa cheia, realizadores presentes, papos em dia. A primeira vez no letreiro: Cachaça Cinema Clube.

Desde então, a noite se repete, uma quarta-feira por mês. Tem gente que não perde um. Outros descobriram agora. Tem gente que já parou de ir e voltou. Tem gente que sai revoltado com os filmes exibidos. E vira frequentador assíduo. Para os íntimos, virou simplesmente ?o? Cachaça. E no dia 19 de agosto é dia de comemorar o aniversário de 9 anos do cineclube mais famoso, mais legal e menos careta da cidade. (À data não cabe modéstia). Até mudamos a sessão de dia neste mês: de quarta para sexta-feira, para a celebração ficar realmente especial.

O cineclube já exibiu todos os grandes diretores do cinema brasileiro, tanto do passado e do presente quanto do futuro. E, tendo levado ao cinema Odeon mais de 45 mil pessoas ao longo desses anos, se tornou muito mais do que ?a boa de quarta-feira?, marcando território na formação de público e na garantia de exibição do cinema brasileiro. Por isso, o Cachaça não é só diversão, mas também é, e das boas.

As comemorações do Cachaça tentam acompanhar o agitado ano de 2011 para a arte cinematográfica: retrocessos no posicionamento político do Ministério da Cultura, recordes de bilheteria e ocupação das salas, emergência dos coletivos, do cinema independente, dos blockbusters televisivos, discussões estéticas, celeumas nem tão novas assim... e até censura! A noite será de encontro de gerações e gritos pela liberdade. E, nessa sessão especial, a homenagem vai para o querido Gustavo Dahl, diretor, crítico e gestor cultural, que batalhou por toda a vida pelo engrandecimento do cinema brasileiro, falecido em julho passado.



A FESTA
Além da tradicional combinação de Cachaça Claudionor, a 3ª melhor do Brasil, batida de gengibre do boteco Belmonte e DJ H, contamos, para comemorar os 9 anos do Cachaça Cinema Clube, com a banda de maior ibope e destaque de nossa recente história. Os Vulcânicos, com suas versões lança-chamas de clássicos do rock?n?roll, protagonizaram, em março de 2010, o melhor show já realizado em nossa envenenada festa cineclubista . O grupo, formado por Filipe Proença (voz /baixo), Dony Escobar (guitarra /voz) e Zozio Leão (bateria) flertam com o rock?n?rRoll 50´S e 60`s, rockabilly, surf music, jovem guarda e versões instrumentais para trilhas sonoras de clássicos do cinema. Tudo muito bem embalado e pronto pra explodir como um coquetel Molotov.

Além dos Vulcânicos contaremos com a apresentação de um convidado pra lá de ilustre: MC Fininho. Heterônimo do compositor e artista plástico Cabelo, MC Fininho, ao lado de diversos convidados especiais, traz à tona a atmosfera dos bailes funks antigos. Segundo Raul Mourão, trata-se de um funkeiro ancestral, animador de bailes, pesquisador musical, antropólogo das biroscas, repórter das vielas e florestas e compositor de funks. Cabelo, cujo filme sobre uma de suas bandas,Boato, há muito foi exibido no cineclube, além do cult A Peruca de Aquiles de Paulo Tiefenthaler, no qual participa como ator, está mais do que credenciado para elevar a moral dessa comemoração. Sany Pitbull, Jongui, Berna Ceppas, Marcelo Lobato e Kassin são alguns nomes que assinam a produção dos funks. MC Fininho além de letrista e intérprete é um grande performer, então vem com tudo que é diversão garantida.


OS FILMES


A dama do Peixoto, de Allan Ribeiro e Douglas Soares, 2011, 11?
"Ela está aqui, está ali, e os invisíveis são os outros."

Longa vida ao cinema cearense, de Irmãos Pretti, 2008, 11?
?Curiosidade. Um conselho aos jovens: curiosidade.?

Desassossego 9: um índio, um robot, o raio laser, de Felipe Bragança, 2011, 5?
Fragmento integrante do filme Desassossego (Filme das Maravilhas), que conta com 10 fragmentos de 14 diretores de 4 estados brasileiros em resposta a uma carta sobre utopia, amor e aventura. Neste fragmento: uma índia segue sozinha na mata, até que escuta os passos de seu perseguidor.

Maria Gladys: uma atriz brasileira, de Norma Bengell, 1979, 10?
Ao som de "Índia", canção interpretada por Gal Costa, Maria Gladys fala diretamente para a câmera e dialoga com Norma Bengell. A entrevistada, que começou a carreira dançando rock, atuou junto com a cineasta em filmes de Domingos Oliveira, Júlio Bressane, Antônio Calmon e Neville D'Almeida.

Meio-dia, de Helena Solberg, 1969, 10?
Revolta em sala de aula, ao som de ?É proibido proibir?.

Sangue Corsário, de Carlos Reichenbach, 1979, 10?
Perambulando por São Paulo durante a hora de almoço, um bancário encontra um amigo da década de 60 na galeria Metrópole. Trata-se de um poeta e andarilho urbano com o qual o atual bancário viveu intensamente os anos da contracultura. O tempo e a sobrevivência fez os dois escolherem profissões e caminhos existenciais opostos. É deste confronto entre opções de vida que o filme fala. Ao mesmo tempo, o entrecho é pretexto para o registro da obra poética, urbana e errática, de Orlando Parolini.

+ trechos do programa SRTV, 1976-1980, 15?


 
Cachaça Cinema Clube
Dia 19 de agosto de 2011, de 21h às 4h
Cinema Odeon Petrobras
Praça Floriano, nº 7. Cinelândia
Entrada: 10 reais (promoção meia para todos até 0h)/20 reais (inteira)
Após 0h: 15 reais (meia)/30 reais (inteira)

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