terça-feira, 30 de novembro de 2010

LIVRO DE POESIA PARA CRIANÇAS, DE MARINA COLASANTI



Vendem-se pequenas doses de imaginação

Em seu novo livro infantil, a consagrada escritora Marina Colasanti inventa classificados bem diferentes, com gravuras de Rubem Grilo


Autora premiada, ganhadora de cinco Jabutis, Marina Colasanti mergulha no universo infantil com um delicioso livro de poesia para crianças. Em CLASSIFICADOS E NEM TANTO, Marina solta a imaginação e mostra que não há limites para os desejos e idéias mais inusitados. Em vez de casa, carro ou bicicleta, os leitores mirins podem encontrar amigos imaginários, estrelas cadentes, grafiti sem muro e até um abacaxi maduro. São 80 poemas curtinhos, com ilustrações do conceituado xilogravurista Rubem Grilo. CLASSIFICADOS E NEM TANTO acaba de sair da gráfica da Editora Record.
Chega às livrarias esta semana.



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Lançamento no Rio de Janeiro: Marina Colasanti autografa Classificados e nem tanto e Minha Guerra alheia, seu livro de memórias, na quarta-feira (01/12), às 19h, na Livraria Da Conde, no Leblon.
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CLASSIFICADOS E NEM TANTO

Marina Colasanti

Ilustrações de Rubem Grilo

Grupo Editorial Record/Galerinha Record

96 páginas

Preço: R$ 42,90

Formato: 16 x 16 cm

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TODO CARNAVAL TEM SEU FIM

 
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Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
e é o fim
e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul

Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar.


[LOS HERMANOS]

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CINEMA CACHAÇA CLUBE



CACHAÇA CINEMA CLUBE

24 DE NOVEMBRO DE 2010

SESSÃO POLÍTICA
 
Eleições findas, o Cachaça Cinema Clube do dia 24 de novembro retoma um dos temas preferidos do cinema brasileiro, a política, e promove uma noite dedicada inteiramente a ela.

Não vem de hoje o uso do cinema como instrumento ideológico e no Brasil, pais de passado político peculiar, ele foi magistralmente trabalhado por uma grande parte da classe cinematográfica que nos deu movimentos, obras-primas e, porque não, alguns fracassos. Tudo inspirado pela necessidade de manifestação diante dos fatos reais. Necessidade que não se extinguiu com o tempo, tanto que ainda hoje muitos dos nossos realizadores ainda usam suas produções como forma de conscientizar, reclamar, expor, enfim, atuar politicamente.

Na sessão, filmes acerca dos discursos políticos - os concretos e os subjetivos - em variadas vertentes: lutas ideológicas, guerrilhas, micropoderes, eficácias, inépcias e falácias.

Andrômeda, a menina que fumava sabão, do videoartista Carlosmagno Rodrigues, foi premiado pelo Cachaça Cinema Clube em 2009 e será finalmente apresentado. O filme versa sobre a imposição de modelos idealizados para nós, homens no mundo contemporâneo. Do idealismo modernista ao extremo fascista, o filme tem beleza e força questionadora ímpares.

Em homenagem à presidente eleita, exibiremos Clandestinos, da cineasta também mineira Patrícia Moran, que traz às telas as lembranças da geração que lutou pela liberdade contra a ditadura militar no Brasil. Em oposição aos tempos de chumbo de outrora, hoje temos como presidente uma sobrevivente dessa geração e ideologia.

Lembranças Telebras, de Pedro Bronz, é um registro histórico re-cente, sobre o furor neoliberalista da década de 90. Parece que foi há muito tempo atrás, mas foi ontem.
DESTAQUES
O Cachaça tem o prazer de exibir 2 títulos indiscutivelmente clássicos do cinema brasileiro, de 2 dois maiores cineastas da nossa história: Maranhão 66, do saudoso Glauber Rocha; e Bla bla bla, do grande Andrea Tonacci.

Bla bla bla é uma superprodução experimental, que conta com nada mais nada menos do que Paulo Gracindo e Nelson Xavier no elenco. Retrato das inquietações da época - o ano era 1968 - o filme tem ditadores, televisão e guerrilheiros, e é uma das mais importan-tes obras do Cinema Marginal brasileiro.

Maranhão 66 é um filme encomendado por José Sarney a Glauber Ro-cha, e é exemplo da grande força da arte frente a qualquer restrição. Convidado para documentar a posse do político como governador do estado do Maranhão, Glauber extrapola a encomenda e realiza uma obra-prima, confrontando a retórica e a realidade.

“Tomava eu posse no Governo do Maranhão e fiz uma ousadia que não deveria ter feito com um amigo da estatura de Glauber Rocha. Eu lhe pedira que documentasse a minha posse. Glauber fez o documentário que foi passado numa sala de cinema de arte, há 15 anos. E quando o público viu que uma sessão de cinema de arte ia ser passado um documentário que podia ter o sentido de uma promoção publicitária, reagiu como tinha que reagir. Mas aí, o documentário começou a ser passado, e quando terminaram os 12 minutos o público levantou-se e aplaudiu de pé, não o tema do documentário mas a maneira pela qual um grande artista pôde transformar um simples documentário numa obra de arte: ele não filmou a minha posse, ele filmou a miséria do Maranhão, a pobreza, filmou as esperanças que nasciam do Maranhão, dos casebres, dos hospitais, dos tipos de ruas, e no meio de tudo aquilo ele colocou a minha voz, mas não a voz do governador. Ele modificou a ciclagem para que a minha voz parecesse, dentro daquele documentário, como se fosse a voz de um fantasma diante daquelas coisas quase irreais, que era a miséria do Estado”.
Senador José Sarney, no Jornal do Brasil, (Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 1981)


A FESTA
Após os filmes, a noite segue com degustação da Aguardente Claudionor, cachaça mineira de qualidade superior. Concomitante ao debate informal e sempre acalorado sobre os filmes, DJ H promove mais uma festa altamente dançante, com seu repertório nada óbvio. Na set list, canções revolucionárias e hinos de luta ao som de cha cha cha.


OS
FILMES

Clandestinos, de Patrícia Moran, 2001, 12’O filme apresenta imagens-situações sobre o processo de esconde-esconde vivido por estudantes que, no final dos anos 1960, lutaram politicamente pela igualdade social, sendo perseguidos e assassinados.

Andrômeda, a menina que fumava sabão, de Carlosmagno Rodrigues, 2009, 15’
Não tenho poder de mudar ninguém e, caso o tivesse, faria força pra manter o livre arbítrio das pessoas que amo.

Lembranças Telebrás, de Pedro Bronz, 1998, 5’
Praça XV, palco de Guerra. O neoliberalismo em seu apogeu. Imagens captadas durante o leilão da privatização da Telebrás.

Bla bla bla, de Andrea Tonacci, 1968, 26’
Um ditador que tenta justificar seu programa de governo por meio da televisão. Um casal de guerrilheiros e um debatedor da situação política do momento.
Maranhão 66, de Glauber Rocha, 1966, 8’Realizado em 1966 por ocasião da posse de José Sarney no Governo do Estado. Em contraponto ao discurso do governador eleito, Glauber filmou a miséria, a pobreza e as esperanças que nasciam dos casebres, dos hospitais no Maranhão. 

 

Cachaça Cinema Clube
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Dia 24 de novembro às 21h30
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Cinema Odeon Petrobras
Praça Floriano, nº 7. Cinelândia
Preço: 12 Reais inteira, 6 Reais meia
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A BRASILIDADE DE DARCY RIBEIRO

No cinema ODEON BR

TrêS  filmes brasileiros com debates

ENTRADA FRANCA


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Programação
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terça feira, 23/11 - 19h 
Moacir Arte Bruta, de Walter Carvalho
Após a sessão, debate com
O diretor Walter Carvalho e a psicanalista Teresa Nazar e o crítico José Carlos Avellar


quarta feira, 24/11 - 19h
A pessoa é para o que nasce, de Roberto Berliner
Após a sessão, debate com Roberto Berliner, com o artista plástico Raul Mourão e com o humorista e diretor Claudio Manuel (moderador)


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quinta feira, 25/11 - 19h
Os anos JK – uma trajetória política, de Silvio Tendler

Após a sessão, debate com o diretor Silvio Tendler
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Odeon Petrobras
Praça Floriano, 7
2240 1093


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010