quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CURSO | A FOTOGRAFIA BRASILEIRA MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Estão abertas as inscrições para o curso A fotografia brasileira moderna e contemporânea, que será realizado no IMS-RJ nos dias 16, 17 e 18 de agosto. Os alunos terão aulas teóricas com Helouise Costa, curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e coautora do livro A fotografia moderna no Brasil; Maurício Lissovsky, historiador e professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Milton Guran, fotógrafo e coordenador do FotoRio; e Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles.

O objetivo do curso é permitir aos alunos um exame da produção fotográfica brasileira dos anos 1940 até hoje, tendo como referência o panorama internacional do período, em boa parte representado por significativas obras presentes na mostra Extremos, atualmente em exibição no IMS. O curso analisará ainda a inserção gradual da fotografia brasileira moderna e contemporânea no cenário da fotografia internacional.

Veja a programação completa abaixo:

– 16/08 (terça-feira), das 19h às 21h
Aula com Helouise Costa – Fotoclubismo e fotojornalismo no Brasil (1940-1950): duas manifestações da fotografia moderna

– 17/08 (quarta-feira), das 19h às 21h
Aula com Maurício Lissovsky – A fotografia nas décadas de 1960 e 1970: modernismo em crise

– 18/08 (quinta-feira), das 19h às 21h
Aula com Milton Guran e Sergio Burgi – A fotografia brasileira moderna e contemporânea e sua inserção no cenário internacional


Valor: R$ 60,00. Estudantes com carteirinha pagam meia (R$ 30,00)
Carga horária total: 6 horas
Inscrições somente na recepção do IMS-RJ



SAIBA MAIS SOBRE OS PROFESSORES:


Helouise Costa é docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, onde atua desde 1993. Ministra disciplinas nas áreas de fotografia, museologia e arte contemporânea em cursos de graduação e pós-graduação. Publicou os livros Sem medo da vertigem – Rafael França (Marca d’Água, 1997); Waldemar Cordeiro: a ruptura como metáfora (Cosac Naify, 2002) e A fotografia moderna no Brasil (Cosac Naify, 2004), além de diversos artigos em catálogos de exposição e periódicos especializados. Como curadora, seus trabalhos mais recentes foram: Um dia terá que ter terminado, 1969-1975 (2011); Entre atos, 1964/68 (2009), Fotógrafos da vida moderna e Heresias – Uma retrospectiva de Pedro Meyer (ambas de 2008).

Maurício Lissovsky é historiador, roteirista e doutor em comunicação. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde leciona estética e teoria visual. Dedica-se, em especial, à história e à teoria da fotografia. Em 2009, publicou A máquina de esperar; origem e estética da fotografia moderna.

Milton Guran é fotógrafo e antropólogo. Realizador e coordenador-geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, foi curador convidado do MEP – Maison Européenne de la Photographie (Paris) para a exposição do Mois de la Photo de 2010. É autor de Agudás – Os brasileiros do Benim (Nova Fronteira, 2000) e Linguagem fotográfica e informação (Gama Filho, 2002, 3ª ed.). Ganhou prêmios como o Vitae (1990), o X Prêmio Marc Ferrez da Funarte (1998) e o Prêmio Pierre Verger da Associação Brasileira de Antropologia (Prêmio Especial do Júri – 2002), o Prêmio Ori 2007 da Prefeitura do Rio de Janeiro e o Prêmio Orilaxé 2009 do Grupo Cultural Afroreggae. É pesquisador associado ao LABHOI – Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense e membro da diretoria executiva da RPCFB – Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil.

Sergio Burgi foi coordenador do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Fundação Nacional de Arte, no Rio de Janeiro, entre 1984 e 1991. É membro do Grupo de Preservação Fotográfica do Comitê de Conservação do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e, desde 1999, coordena a área de fotografia e a Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles (IMS), principal instituição voltada para a guarda e a preservação de acervos fotográficos no Brasil.


Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400

terça-feira, 9 de agosto de 2011

TEXTO | Ode ao Gato, Pablo Neruda

Cherrie, maio 2011


Os animais foram feitos
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .

Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.

_Pablo Neruda

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Livros lidos em 2011

1. dewey - um gato entre livros
2. crônica de uma morte anunciada
3. memórias de minhas putas tristes
4. a bela e a fera
5. o reino entre nós
6. Bush 2: a missão e outras reflexões sobre o mundo globalizado
7. Flavio Damm: 25 inéditas
8. como gorvenar o mundo
9. manual de telejornalismo
10. o outono do patriarca
11. 1968 - o ano que não terminou


_mais revistas veja e veja rio...

Ideias CCBB | O Humor na Mídia e nas Artes

 

Desde que o samba é samba, a MPB se deixou contaminar pelo humor e pela sátira social. Amanhã acontece no CCBB Rio um debate sobre humor com o cantor Eduardo Dussek e o jornalista, escritor e produtor cultural Nelson Motta.

O programa Humor & Companhia tem por objetivo mostrar e discutir o humor que se faz hoje na mídia impressa, TV e internet e nas artes – cinema, teatro, circo, MPB, artes plásticas, literatura. Numa série de nove encontros, o ciclo acontece mensalmente e trará sempre uma atração para ilustrar a discussão. Até dezembro, Humor & Companhia levará ao CCBB artistas de renome nacional, jornalistas e intelectuais, entre eles Amir Haddad, Antonio Prata, Cláudio Torres Gonzaga, Fred Coelho, Luiz Zerbini, osgemeos, Paulinho Serra, Tutty Vasques.



-- --
09 de agosto de 2011
Local: Teatro I | CCBB RJ
Horário: Terça, às 18h30
Endereço: Rua Primeiro de Março 66, Centro – Rio de Janeiro
Debatedores: Eduardo Dussek Leo Jaime
Mediação: Mauro Ferreira
Classificação indicativa: 16 anos
ENTRADA FRANCA - mediante retirada de senha, distribuída com uma hora de antecedência.


* Depois rola um pocket show com Eduardo Dussek *

 

domingo, 7 de agosto de 2011

TEXTO | AS RUAZINHAS, Mario Quintana

onde moro.


Eu amo de um amor que jamais saberei expressar
Essas pequenas ruas com suas casas de porta e janela,
Ruas tão nuas
Que os lampiões fazem às vezes de álamos,
com toda a vibratilidade dos álamos, petrificada nos troncos
                                                                                        [imóveis de ferro,
Ruas que me parecem tão distantes
E tão perto
A um tempo
Que eu as olho numa triste saudade de quem já tivesse morrido.
Ruas como as que a gente vê em certos quadros,
Em certos filmes:
Meu Deus, aquele reflexo, à noite, nas pedras irregulares
                                                                                        [do calçamento,
Ou a ensolarada miséria daquele muro a perder o reboco...
Para que eu vos ame tanto
Assim,
Minhas ruazinhas de encanto e desencanto,
É que expressais alguma coisa minha...
Só para mim!

_Mario Quintana

TEXTO | ULTIMATUM (Álvaro de Campos)

Foto que tirei hoje na Comunidade Parque Rafael de Oliveira, em Guadalupe. As pessoas vivem assim: casas de papel na beira de um valão.


Mandado de despejo aos mandarins da Europa!Fora.
Fora tu, Anatole-France, Epicuro de farmacopeia-homeopática, ténia-Jaurès do Ancien-Régime, salada de Renan-Flaubert em louça do século dezassete, falsificada!
         Fora tu, Maurice-Barrès, feminista da Acção, Chateaubriand de paredes nuas, alcoviteiro de palco da pátria de cartaz, bolor da Lorena, algibebe dos mortos dos outros, vestindo do seu comércio!
         Fora tu, Bourget das almas, lamparineiro das partículas alheias, psicólogo de tampa de brasão, reles snob plebeu, sublinhando a régua de lascas os mandamentos da lei da Igreja!
         Fora tu, mercadoria Kipling, homem-prático do verso, imperialista das sucatas, épico para Majuba e Colenso, Empire-Day do calão das fardas, tramp-steamer da baixa imortalidade!
         Fora! Fora!
         Fora tu, George-Bernard-Shaw, vegetariano do paradoxo, charlatão da sinceridade, tumor frio do ibsenismo, arranjista da intelectualidade inesperada, Kilkenny-Cat de ti próprio, Irish-Melody calvinista com letra da Origem-das-Espécies!
         Fora tu, H. G. Wells, ideativo de gesso, saca-rolhas de papelão para a garrafa da Complexidade!
         Fora tu, G. K. Chesterton, cristianismo para uso de prestidigitadores, barril de cerveja ao pé do altar, adiposidade da dialéctica cockney com o horror ao sabão influindo na limpeza dos raciocínios!
         Fora tu, Yeats da céltica-bruma à roda de poste sem indicações, saco de podres que veio à praia do naufrágio do simbolismo inglês!
         Fora! Fora!
         Fora tu, Rapagnetta-Annunzio, banalidade em caracteres gregos, «D. Juan em Pathmos» (solo de trombone)!
         E tu, Maeterlinck, fogão do Mistério apagado!
         E tu Loti, sopa salgada fria!
         E finalmente tu, Rostand-tand-tand-tand-tand-tand-tand-tand!
         Fora! Fora! Fora!
         E se houver outros que faltem, procurem-nos por aí pra um canto!
         Tirem isso tudo da minha frente!
         Fora com isso tudo! Fora!

 Ai! que fazes tu na celebridade, Guilherme-Segundo da Alemanha, canhoto maneta do braço esquerdo, Bismarck sem tampa a estorvar o lume?!
         Quem és tu, tu da juba socialista, David-Lloyd-George, bobo de barrete frígio feito de Union Jacks?!
         E tu, Venizelos, fatia de Péricles com manteiga, caída no chão de manteiga para baixo?
         E tu, qualquer outro, todos os outros, açorda Briand-Dato. Boselli da incompetência ante os factos todos os estadistas pão-de-guerra que datam de muito antes da guerra! Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem intelectual!
         E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para baixo à porta da Insuficiência da Época!
         Tirem isso tudo da minha frente!
         Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
         Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
         Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!
         Senão querem sair, fiquem e lavem-se. 


Falência geral de tudo por causa de todos!
         Falência geral de todos por causa de tudo!
         Falência dos povos e dos destinos — falência total!
         Desfile das nações para o meu Desprezo!
         Tu, ambição italiana, cão de colo chamado César!
         Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem muita corda senão parte-se!)
         Tu, organização britânica, com Kitchener no fundo do mar mesmo desde o princípio da guerra!
         (It 's a long, long way to Tipperary and a jolly sight longer way to Berlin!)
         Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo engatado!
         Tu, Áustria-súbdita, mistura de sub-raças, batente de porta tipo K!
         Tu, Von Bélgica, heróica à força, limpa a mão à parede que foste!
         Tu, escravatura russa, Europa de malaios, libertação de mola desoprimida porque se partiu!
         Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!
         Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda transatlântica nasal do modernismo inestético!
         E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extrema-unção-enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas naturais em África!
         E tu, Brasil, «república irmã», blague de Pedro-Álvares-Cabral, que nem te queria descobrir!
         Ponham-me um pano por cima de tudo isso!
         Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!
         Onde estão os antigos, as forças, os homens, os guias, os guardas?
         Vão aos cemitérios, que hoje são só nomes nas lápides!
         Agora a filosofia é o ter morrido Fouillée!
         Agora a arte é o ter ficado Rodin!
         Agora a literatura é Barrès significar!
         Agora a crítica é haver bestas que não chamam besta ao Bourget!
         Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
         Agora a religião é o catolicismo militante dos taberneiros da fé, o entusiasmo cozinha-francesa dos Maurras de razão-descascada, é a espectaculite dos pragmatistas cristãos, dos intuicionistas católicos, dos ritualistas nirvânicos, angariadores de anúncios para Deus!
         Agora é a guerra, jogo do empurra do lado de cá e jogo de porta do lado de lá!
         Sufoco de ter só isto à minha volta!
         Deixem-me respirar!
         Abram todas as janelas!
         Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo! 
Álvaro de Campos



Publicação original do texto Ultimatum, no Jornal Portugal Futurista de 1917.

 -- --

VERSÃO DE MARIA BETHÂNIA

Em 2007 Maria editou o texto completamente atual de Álvaro de Campos e recitava em seus shows. No fim do seu documentário - Maria Bethânia, pedrinha de Aruanda - o texto é recitado. Assim descobri este texto e fiquei perplexa com ele !

Vale a pena ouvir, com atenção, tudo que ela fala aqui.

TEXTO | PALCO DA VIDA



Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da  própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer "eu te amo". É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz... E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!

Fernando Pessoa 
(tenho dúvidas dessa autoria, procurei em vários sites que mostram ser mesmo de FP, mas deixo aqui registrado que tenho dúvidas, até ver em algum livro dele. De qualquer forma o texto é manero, por isso o trouxe pra cá.)

_ se alguém souber em que livro de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro ou qualquer outro pseudônimo dele está o texto acima, por favor, me conte.