para luciana
no nosso último jantar
sentamos à mesa e comemos em silêncio (o próprio)
bebemos vinho e não brindamos
só se brinda quando existem planos
naquela noite, naquela mesa
nosso último jantar era a única certeza
alguém que porventura bisbilhotasse nossa janela
veria talheres e copos flutuando sobre as velas
no nosso último jantar
sentamos à mesa e comemos transparentes
alguém que porventura bisbilhotasse nossa janela
veria a comida sendo digerida dentro da gente
no nosso último jantar
sentamos à mesa e carcomemo-nos
alguém que porventura bisbilhotasse nossa janela
nos veria por muito pouco tempo
___michel melamed
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
2º CONCURSO CARIOCA DE FOTOGRAFIA 2010
AS FOTOS QUE ESTÃO CONCORRENDO.
COMO É BOM SER CRIANÇA
DOÇURA
QUE PAÍS É ESSE ?
***
AGORA É TORCER PRA EU GANHAR ALGO ! JÁ PENSOU ? MEUS PAIS VÃO FICAR MUITO ORGULHOSOS SE EU GANHAR ESTE CONCURSO DE NOVO !
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
OFICINA DE JORNALISMO POPULAR
Dia 18/10 (segunda-feira) às 14 horas, acontecerá uma oficina com André Fernandes, jornalista da Agência de Notícias das Favelas.
Debate sobre comunicação comunitária, jornalismo popular, agências de notícias populares e comunicação livre.
O André também está procurando novos colaboradores que produzem textos, artigos, entrevistas...em suas comunidades para escrever para o jornal A Voz das Favelas que é realizado pela ANF.
O André também está procurando novos colaboradores que produzem textos, artigos, entrevistas...em suas comunidades para escrever para o jornal A Voz das Favelas que é realizado pela ANF.
Então quem tiver alguma produção textual é só levar para compartilhar no dia, será muito bem vindo.
Vamos discutir sobre novas formas de comunicação !
*Oficina de Jornalismo Popular*
com o jornalista André Fernandes
Dia 18/10/2010 - Segunda-feira
14:00 horas
com o jornalista André Fernandes
Dia 18/10/2010 - Segunda-feira
14:00 horas
Agência Mídia Livre
Rua Joaquim Silva, 42
Rua Joaquim Silva, 42
Lapa - Rio de Janeiro
21 2224.1414
21 9479.0133
21 2224.1414
21 9479.0133
Mais informações:
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Os musicais e o Rafa
_Mais um texto do meu amigo Rafa. Deixei bastante o primeiro aqui porque vi que fez sucesso, o número de visitas foi grande !
*
*
*
*
Nunca escrevi sobre cinema, mas confesso: jamais gostei de musicais. Nem em teatro, nem no cinema, muito menos em séries de TV. Porém um dia, em meio ao estresse de fazer a minha monografia, resolvi me aventurar numa das mais recentes séries americanas contemporâneas: “Glee”. A princípio, por conta do meu descrédito pelos musicais, quase desisti de assisti-la. Passados dez minutos, a curiosidade não me deixou parar. Hábito que continuei cultivando, apesar de ter chegado ao fim a 1ª temporada. E afirmo: mudei minha opinião quanto aos musicais.
Com o fim da faculdade, o tempo começou a ser menos escasso. E foi num fim de semana em que aproveitei para adiquirir um terno adequado para minha formatura, resolvi passar em uma loja de departamentos e comprei alguns filmes em DVD. Mesmo antes de assisti-los, um deles me chamou bastante a atenção: “Cantando na Chuva” (Singin’ in the Rain) um clássico musical de 1951, que ocupada a 10ª posição entre a lista dos 100 Melhores Filmes do American Film Institute.
Ao assistir a esta obra de arte do cinema mundial, vários insights me foram provocados, dentre os quais o mais imperativo e relevante fato ocorrido no desenvolvimento do cinema mundial: a substituição dos filmes mudos pelos filmes falados. Esta grande mudança no cenário cinematográfico é retratado através de um romance, de cenas hilárias e muitos números musicais. Os personagens e atores Genne Kelly, David O´Connor, Debbie Reynolds e Jean Hagen, encenam esta grande história do cinema mundial, com muito riso, amor, diversão e principalmente dança. Isso porque apesar de feito em 1951, o filme remete aos bons e velhos tempo de Hollywood dos anos 1920, que em meio a grande crise econômica, vê a inserção de novas tecnologias como a possibilidade haver sons nos filmes que até então eram mudos e a trilha sonora feita separadamente para o filme. Aliado a tudo isso, a viabilidade do sincronismo entre som e imagem e o contraponto de não saber como gravá-lo. Surgindo então como saída e foco principal das cenas a música.
Outros dois pontos merecem ser destacados neste filme. O primeiro são os efeitos especiais tanto das maravilhosas danças e as particulares canções do mundo embrionário do show biz na época. O segundo é a dublagem, que passa a ser feita a partir do momento em que a reclamona personagem Jean Hagen – que apesar de ser a grande estrela do cinema mudo, era dona de uma voz sem qualquer vocação para o cinema falado – acaba sendo dublada pela afinada e talentosa Debbie Reynolds.
Sem dúvidas vale à pena conferir este grande clássico do cinema mundial, e não tenho pretensões de contar aqui toda a história do filme. Por isso, faço o convite para que assistam e aproveito para registrar aqui algumas informações para os que desejam conhecer melhor a Obra:
Título Original: Singin'in The Rain
Gênero: Musical
Origem/Ano: EUA/1951
Direção: Gene Kelly / Stanley Donen
Elenco:
Gene Kelly..........Don Lockwood
Donald O'Connor.....Cosmo Brown
Debbie Reynolds.....Kathy Selden
Jean Hagen..........Lina Lamont
Millard Mitchell....R. F. Simpson
Cyd Charisse........Dancer
Douglas Fowley......Roscoe Dexter
Rita Moreno.........Zelda Zanders
Prêmios: Golden Globe Award de Melhor Atar Cômico (Donald 0'Connor). Indicações para o 0scar de Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Hagen) e Trilha Sonora.
*
*
*
Texto: Rafael Oliveira
[Ao som de "Sunrise, Sunset" de Sheldon Harnick e Jerry Bock]
*
*
*
*
OS MUSICAIS E EU
Nunca escrevi sobre cinema, mas confesso: jamais gostei de musicais. Nem em teatro, nem no cinema, muito menos em séries de TV. Porém um dia, em meio ao estresse de fazer a minha monografia, resolvi me aventurar numa das mais recentes séries americanas contemporâneas: “Glee”. A princípio, por conta do meu descrédito pelos musicais, quase desisti de assisti-la. Passados dez minutos, a curiosidade não me deixou parar. Hábito que continuei cultivando, apesar de ter chegado ao fim a 1ª temporada. E afirmo: mudei minha opinião quanto aos musicais.
Com o fim da faculdade, o tempo começou a ser menos escasso. E foi num fim de semana em que aproveitei para adiquirir um terno adequado para minha formatura, resolvi passar em uma loja de departamentos e comprei alguns filmes em DVD. Mesmo antes de assisti-los, um deles me chamou bastante a atenção: “Cantando na Chuva” (Singin’ in the Rain) um clássico musical de 1951, que ocupada a 10ª posição entre a lista dos 100 Melhores Filmes do American Film Institute.
Ao assistir a esta obra de arte do cinema mundial, vários insights me foram provocados, dentre os quais o mais imperativo e relevante fato ocorrido no desenvolvimento do cinema mundial: a substituição dos filmes mudos pelos filmes falados. Esta grande mudança no cenário cinematográfico é retratado através de um romance, de cenas hilárias e muitos números musicais. Os personagens e atores Genne Kelly, David O´Connor, Debbie Reynolds e Jean Hagen, encenam esta grande história do cinema mundial, com muito riso, amor, diversão e principalmente dança. Isso porque apesar de feito em 1951, o filme remete aos bons e velhos tempo de Hollywood dos anos 1920, que em meio a grande crise econômica, vê a inserção de novas tecnologias como a possibilidade haver sons nos filmes que até então eram mudos e a trilha sonora feita separadamente para o filme. Aliado a tudo isso, a viabilidade do sincronismo entre som e imagem e o contraponto de não saber como gravá-lo. Surgindo então como saída e foco principal das cenas a música.
Outros dois pontos merecem ser destacados neste filme. O primeiro são os efeitos especiais tanto das maravilhosas danças e as particulares canções do mundo embrionário do show biz na época. O segundo é a dublagem, que passa a ser feita a partir do momento em que a reclamona personagem Jean Hagen – que apesar de ser a grande estrela do cinema mudo, era dona de uma voz sem qualquer vocação para o cinema falado – acaba sendo dublada pela afinada e talentosa Debbie Reynolds.
Sem dúvidas vale à pena conferir este grande clássico do cinema mundial, e não tenho pretensões de contar aqui toda a história do filme. Por isso, faço o convite para que assistam e aproveito para registrar aqui algumas informações para os que desejam conhecer melhor a Obra:
Título Original: Singin'in The Rain
Gênero: Musical
Origem/Ano: EUA/1951
Direção: Gene Kelly / Stanley Donen
Elenco:
Gene Kelly..........Don Lockwood
Donald O'Connor.....Cosmo Brown
Debbie Reynolds.....Kathy Selden
Jean Hagen..........Lina Lamont
Millard Mitchell....R. F. Simpson
Cyd Charisse........Dancer
Douglas Fowley......Roscoe Dexter
Rita Moreno.........Zelda Zanders
Prêmios: Golden Globe Award de Melhor Atar Cômico (Donald 0'Connor). Indicações para o 0scar de Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Hagen) e Trilha Sonora.
*
*
*
Texto: Rafael Oliveira
[Ao som de "Sunrise, Sunset" de Sheldon Harnick e Jerry Bock]
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
OS TEXTOS DO RAFA
Meu blog tá abandonado. Assim como toda minha vida virtual, mistura de cansaço tecnológico e muitas coisas pra fazer na vida real.
Mas to querendo publicar os textos do meu amigo Rafa aqui no blog há um tempão !
São ótimas crônicas urbanas ! Aproveitem !
+
+
+
+
Texto: Rafael Oliveira
Foto - Capa do CD da Banda Coldplay [Viva la Vida - EMI / 2008 @Todos os direitos reservados. Copyrights.]
Mas to querendo publicar os textos do meu amigo Rafa aqui no blog há um tempão !
São ótimas crônicas urbanas ! Aproveitem !
+
+
+
+
ESTRANHO COTIDIANO
Mais um dia começa. Levanta cedo para ir ao trabalho e faz o que todo mundo faz. Redundante. Sai de casa, ainda mastigando o café da manhã, corre para pegar o ônibus antes que pudesse ter a chance de pegá-lo, já se foi. Olha para o relógio, está relativamente atrasado, não sabe o que vem a frente, mas lembra-se do trânsito de todos os dias.
Pega o ônibus seguinte, vinte e um minutos depois... Chega a principal via de acesso ao centro da cidade grande. Nos primeiros quilômetros uma freada brusca, a senhora que acabara de passar na roleta pisa no seu pé, e ele acorda. Estava sonhando com a sua cama, edredom e travesseiro. Resolve ligar o seu mp4 player, põe numa daquelas rádios de notícias, onde a cada 20 minutos tem-se um boletim repetido. Parece que as notícias se repetem - Dejá vù?
Ainda na metade da via expressa, sentado em seu lugar e com o braço na janela, retira os fones, a bateria do dispositivo acabou. Guarda na mochila, retoma o braço à janela e ainda sente a sua cama chamando-o. "VOLTA PRA CASA", dizia em sua mente. Fecha os olhos e tenta voltar ao 'sonho' em que estava mas , subitamente, a sirene de uma ambulância o faz sair de toda aquela fantasia matinal. O motorista do ônibus em que está corta caminho por uma rua do entorno e a ambulância finalmente consegue passar.
Após curvas a direita, esquerda e seguindo reto, seu ônibus sai em um trecho mais a frente da mesma via expressa. Dessa vez um carro estava quebrado e não havia acostamento. Era um desses carros da era 'recall', quem dirigia era uma mulher cujo veículo não conseguiria empurrar sozinha. O ônibus avança, parecendo uma minhoca de metal, ou ainda uma agulha costurando um tecido, só que no asfalto bastante desgastado. Dois pontos antes dele saltar, uma Kombi fecha a passagem de um outro ônibus que vinha a frente, e o motorista, indócil, tenta sair da traseira da mesma e acaba fechando fluxo de veículos da segunda pista. A Kombi, transportando passageiros de forma irregular fica parada por exatos cinco minutos, e ele olha novamente para o relógio pensando em descer do ônibus e ir a pé. São apenas duas passarelas...
Não o faz por pouco. Mas ao chegar ao destino, lembra-se que faz calor naquele dia e o fato de encarar uma passarela em um lugar tão perigoso e com sol forte, o faz pensar em pegar o primeiro coletivo com ar condicionado. No início da passarela, alguns policiais fazem patrulhamento e tecnicamente garantem a segurança e ordem públicas. Nada mal, mas ele, ao olhar os dois homens ali, sabia que aquilo duraria até o meio-dia, quando eles tomariam uma rua paralela a via expressa e seguiriam para o restaurante popular.
Quase na metade da passarela, de onde dava para sentir a vibração dos veículos que passavam embaixo e toda a poluição por eles emitida e ver boa parte daquela imensa avenida, escutou um 'bip' em suas costas. Eram dois motociclistas, os chamados 'Office boys’. A passarela perdera a função 'para pedestres' , pensou. Passaram por ele e após alguns segundos, começaram os tiros...
De repente tudo fica estranhamente sem emitir qualquer som. Sente que caiu de costas naquele chão sujo e quente, e com uma forte ardência no peito. Percebeu então todos os transeuntes parados, ali, olhando-o caído. Fechou os olhos e não sentiu mais nada... era apenas mais uma vítima da violência. Mais um registro estatístico daquela cidade.
Texto: Rafael Oliveira
Foto - Capa do CD da Banda Coldplay [Viva la Vida - EMI / 2008 @Todos os direitos reservados. Copyrights.]
Assinar:
Postagens (Atom)





